Análise do Centro de Votuporanga pelo Elieser

Arquitetura e Urbanismo



VISÃO AÉREA

Aqui estamos voando num ângulo de 30 graus para poder ver melhor as fachadas laterais do edifício.

E aqui termina o nosso passeio aéreo. O próximo passo seria o detalhamento das plantas internas e distribuição das atividades que já existem: praças, quiosques, bancas de revistas e jornais, terminais bancários, quermesse, feira de artesanato, anfiteatros para palestras e audiovisuais multimídias, lojas diversas, áreas de lazer, academias de ginástica, salões de dança de salão, creches, bibliotecas, lan-houses, etc.



Escrito por Elieser às 00h53
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ANTEPROJETO

Finalmente consegui. Defini a forma e a funcionalidade da intervenção que pretendo realizar no Centro de Votuporanga.

Como disse anteriormente, essa proposta viabiliza a transladação de toda atividade urbana e mercantil que polui o jardim em torno da Igreja Matriz para um espaço mais privilegiado e adequado.

Assim, desde os inúmeros quiosques de lanches, água de coco, sorvetes têm espaço em 3 áreas de alimentação, onde pretendo colocar imensos painéis fotográficos com imagens de Votuporanga de 50 anos ou mais atrás. Na verdade, um passeio por dentro desse shopping pretende ser uma viagem no tempo, com janelas envidraçadas para o presente. Onde houver paredes, serão previstas as mais variadas formas de demonstração artística da evocação do passado da cidade, através de retratos de personalidades ou de edificações. E onde não houver paredes, teremos imensas janelas envidraçadas fazendo o contraponto do presente com o passado.

Tudo isso em um ambiente climatizado. Vejamos uma vista aérea do anteprojeto.

Este foi um passeio aéreo para que tivéssemos uma idéia volumétrica do Centro Comercial em relação ao entorno de todas as ruas e edificações vizinhas.

No próximo tópico veremos um vôo mais razante privilegiando as fachadas externas e internas.

 



Escrito por Elieser às 00h22
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Base para o projeto

Como eu havia comentado anteriormente, a tendência é que a Igreja Matriz deixe de ser uma referência visual para o centro da cidade, em virtude da verticalização das edificações da mesma, pois os edifícios irão cada vez mais esconder o perfil da igreja.

Com isto acredito que quebro uma eventual crítica ao meu projeto, o de que ele iria esconder o marco do centro de Votuporanga. Eu acredito que irei fazer exatamente o contrário, ou seja, irei preservar esse centro.

Nos tópicos abaixo, comentei que existe uma intensa vida formal e informal neste Centro e o meu propósito é o de preservar essa vida mercantil, boêmia, trivial e de entretenimento. Apenas pretendo deslocar toda essa atividade para um Centro Comercial e de Lazer, a 10,5m acima do solo. Troco esse deslocamento por um jardim limpo, por uma igreja livre em sua arquitetura, com espaços soltos e disponíveis para qualquer um que se disponha a usufrui-la.

No ponto atual ainda não defini a planta deste Centro Comercial, apenas defini a dimensão da plataforma que irá servir de base e seus acessos.

Vejamos uma primeira vista.

Por esta primeira foto, podemos perceber o acesso principal pela Concha Acústica através de uma rampa de 6m de largura, com 5% de declividade e patamares de 6m. A Praça dos Expedicionários perde um pouco do seu espaço, que será devolvido com um espaço similar ou maior na plataforma superior.

Esta vista mostra como será a frente da Igreja Matriz. A plataforma possui 120m de largura por 150m de comprimento, com seções de 30m de largura. Ela contorna toda a Praça Fernando Costa, e pretende flutuar sobre a Rua Amazonas e São Paul e a rua que interliga as mesmas.

Desse ângulo podemos observar como ficará a área da rodoviária urbana e temos também um outro ângulo da rampa de acesso pela Concha Acústica.

Aqui podemos observar a outra rampa de acesso que termina na parte posterior da Igreja Matriz. A altura da plataforma permite uma visualização privilegiada da arquitetura da Igreja Matriz, de todo o entorno do centro de cidade e irá proporcionar novos espaços de convivência, integrando desde o cinema e teatro até a concha acústica e a biblioteca escolar. PLaneja-se rampas de acesso para o cinema, para o teatro, para a concha acústica e biblioteca.

Além disso teremos inúmeros acessos secundários, através de elevadores panorâmicos, escadas rolantes e escadas helicoidais.

Aqui temos uma vista de um pedestre na calçada da Rua Amazonas, defronte à Praça dos Expedicionários da Concha Acústica e observando o complexo. É uma simulação de uma visão noturna.



Escrito por Elieser às 01h16
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AÇÕES A REALIZAR

O site do SESC colocou citsações em cada uma das ações que suas unidades devem realizar, que fiocu irresistível transcrevê-la aqui, para que estas vertentes sejam mais atuantes nessa etapa do projeto.

 

Ações a realizar

BRINCAR
“A vida social reveste-se de formas supra-biológicas, que lhe conferem uma dignidade superior sob a forma de jogo, e é através deste último que a sociedade exprime sua interpretação da vida e do mundo. (...) A cultura surge sob a forma de jogo”
Johan Huizinga. Homo Ludens, 1971

CONTEMPLAR
“A observação artística pode atingir uma profundidade quase mística. Os objetos sobre os quais ela incide perdem o nome”
Paul Valéry, citado por Benjamin. O narrador, 1983.

CONVIVER
“Para obter qualquer verdade sobre mim, é necessário que eu considere o outro. O outro é indispensável à minha exitência tanto quanto, aliás, ao conhecimento que tenho de mim mesmo... Desse modo, descobrimos imediatamente um mundo a que chamaremos de intersubjetividade e é nesse mundo que o homem decidade o que lele é e o que são os outros”
Jean-Paul Sartre. O existencialismo é um humanismo., 1987.

CRIAR
“Tudo o que não invento é falso”
Manoel de Barros. Memórias Inventadas, 2003

DESVENDAR
“A descoberta consiste em ver o que todos viram e em pensar o que ninguém pensou”
Szent Gyorg, citado por Edgar Morin, na introdução do livro Raízes Errantes, 2004.

EDUCAR
“No fundo, o educador que respeita a leitura de mundo do educando, reconhece a historicidade do saber, o caráter histórico da curiosidade, desta forma, recusando a arrogância cientificista, assume a humildade crítica, própria da posição verdadeiramente científica”
Paulo Freire. Pedagogia da Autonomia, 1996.

EXPRESSAR
“Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa
não sou alegre nem sou triste
sou poeta”
Cecília Meireles. Trecho da poesia: “Motivo” 100 anos de Poesia, 2001

INTERAGIR
“Está claro, o movimento social e cultural que o ciberespaço propaga, um movimento potente e cada vez mais vigoroso, não converge sobre um conteúdo particular, mas sobre uma forma de comunicação não midiática, interativa, comunitária, transversal, rizomática”
Pierre Lévy, Cibercultura, 1999.

PREVENIR
“Já premido por seu pulso
de inquebrantável vigor
não sou mais quem dantes era:
com volúpia dirigida,
saio a bailar com meu corpo."
Carlos Drummond de Andrade. Trecho do poema: “As contradições do corpo”. Corpo, 1985

REFLETIR
“Todo leitor que relê uma obra que ama sabe que as páginas amadas lhe dizem respeito”
Gaston Bachelard, Poética do Espaço, 2000

SENSIBILIZAR
“Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...”
Alberto Caieiro, heterônimo de Fernando Pessoa. Ficções do Interlúdio, 1980

TRANSFORMAR
“O espaço convida à ação, e antes da ação a imaginação trabalha.”
Gaston Bachelard, Poética do Espaço, 2000

VIAJAR
“Essa impressão de enormidade é bastante própria da América; sentímo-la em toda a parte, tanto nas cidades como no campo; senti-a perante a costa e os planaltos do Brasil central... donde provém o sentimento de estranheza?
(...) O que me envolve por todos os lados e me esmaga não é a diversidade inesgotável das coisas e dos seres, mas uma úmida e formidável entidade: o Novo Mundo”
Claude Lévy-Strauss. Tristes Trópicos, 1979

 



Escrito por Elieser às 09h14
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Sesc Pompéia

Acessando o site do SESC-Arquitetura Viva pelo link http://www.sescsp.org.br/sesc/hotsites/arquitetura/site/unidade.asp?cd=87677, podemos constatar a abrangência da proposta da Arquiteta Lina Bo Bardi ao projetá-lo.

     Em outubro de 1986, ano em que foi inaugurada a parte nova do complexo, a revista Projeto dedicou 18 páginas ao Sesc Pompéia. Em texto publicado naquele número, o filósofo espanhol Eduardo Subirats Rüggeberg escreveu:

“Pareceram-me uma alegre fantasia arquitetônica essas pontes que unem os dois edifícios principais da Pompéia e servem para que os jovens, após os suores dos espaçosos ginásios que a grande torre abriga, regressem aos vestiários da torre pequena.

O conjunto escultórico dos dois gigantes e a última torre, cilíndrica e alta como uma chaminé [...] possuem uma dimensão carregadamente expressiva”.

É interessante observar que esse imenso shopping ao ar livre, foge à já clássica tendência de fortificação das edificações. Os hábitos dos transeuntes foram respeitados, as edificações históricas foram mantidas e o novo se integrou de maneira perfeita sem criar contraste ou comparações.

A própria sinalização visual cumpre o seu papel, sem "brigar" com o entorno, informando na medida necessária. As edificações antigas estão de tal forma integradas que parece terem sido construídas junto com o centro.

A multi-funcionalidade de suas instalações oferece um sem número de possibilidades para qualquer visitante. Para Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc São Paulo, essa é uma das duas razões para que a unidade da Pompéia seja a de maior visibilidade. “A primeira é sua extensa programação cultural, com espetáculos, eventos e exposições de grande ressonância na vida da cidade e mesmo do país.

A outra é sua arquitetura, tanto pelo que representa em termos de memória industrial preservada, quanto pelas engenhosas soluções de restauro, reciclagem e novas intervenções feitas por Lina Bo Bardi”, afirma.
Internamente apresenta espaços para diversas atividades:
Área de Convivência
Bar/Café
Biblioteca
Deck
Exposição
Ginásio
Internet Livre
Oficina
Piscina
Restaurante
Rua Central
Sala de atividades corporais
Teatro

E o que é mais importante, para se tornar um organismo vivo, o visitante pode executar as seguintes ações:

Brincar
Contemplar
Conviver
Criar
Desvendar
Educar
Expressar
Interagir
Prevenir
Refletir
Sensibilizar
Transformar
Viajar

É sem dúvida um modelo a ser inspirado, ao projetar uma solução para esse centro de Votuporanga, pois tudo o que foi comentado na análise realizada anteriormente, aponta para um projeto integrado do mesmo calibre. E parafraseando o site do SESC-SP, será desta forma que criaremos um CENTRO VIVO, com uma também viva arquitetura.

E é este o grande desafio.



Escrito por Elieser às 18h44
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24 horas

Aqui vamos nós em mais um laboratório experimental.

O que será que acontece nesta esquina ao longo das 24 horas de um dia qualquer.

Data: 22 de outubro de 2007 - 2ª feira

Registro das 13:00 hs

Para começar, podemos perceber que a rua é aparentemente tranquila. Consegui chegar aqui com relativa tranquilidade. 

Registro das 14:00 hs

O movimento aumenta. Sai de casa com 15 minutos de antecedência e tive que dar a volta pela Rua Sergipe para poder chegar aqui no horário. Mesmo assim, comecei a fotografar às 14:05 hs. Uma coisa que normalmente passa despercebido é a quantidade de pessoas que ficam sentadas nos bancos da praça, conversando ou vendo a vida passar.

Registro das 15:00 hs

Embora as fotos não demonstrem isso, o trânsito foi simplesmente terrível. Da Rua Tietê até a Rua Alagoas, simplesmente congestionado. Parte por causa do próprio fluxo dos veículos, parte pela falta de sincronismo nos semáforos e parte pela "folga" dos motoristas que param no meio da rua para conversar, carregar ou descarregar material ou pessoas ou simplesmente para paquerar. Quando a gente não está com pressa, isto passa despercebido, pois nos integramos no ritmo, mas quando queremos acelerar o nosso passo, aí fica realmente enervante. Sai de casa com 20 minutos de antecedência e quase que não consigo chegar no horário.

Observem o homem de boné. Ele já estava aqui há uma hora atrás.

Registro das 16:00 hs

O trânsito melhorou. Cheguei com 5 minutos de antecedência. E o homem do boné continua lá. Trocam os interlocutores, mas ele fica para registrar o ponto. Temos um senhor curioso, me observando e ansioso por saber o que estou fazendo ali. É interessante, como as fotos não demonstram a intensidade do fluxo do trânsito.

Registro das 17:00 hs

O trânsito aumenta um pouco de intensidade, embora as fotos não consigam testemunhar tal fato. O homem do boné continua firme e forte. O senhor curioso desistiu de me olhar e deve estar vendo outras coisas mais interessantes. O único vestígio que demonstra um pouco o movimento dos veículos é a quantidade de carros estacionados. Com exceção do primeiro registro, nós nunca encontramos vagas disponíveis nesta região.

Registro das 18:00 hs

A turma do bate-papo foi embora. Que pena, eu já estava me simpatizando com o senhor do boné. Haja assunto. A cidade começa a mudar e o tipo de pessoas também. Surgem os primeiros estudantes. O trânsito também fica mais calmo.

Registro das 19:00 hs

Esse horário de verão engana. São 19 horas e ainda está claro. A rua está mais calma, mas ainda temos picos de movimento. É difícil a fotografia registrar isso. Também não temos mais assistentes sentados no banco. O dia está acabando.

Registro das 20:00 hs

Finalmente a noite chegou. O trânsito volta a ficar intenso, há um aumento no fluxo de pessoas no supermercado em frente e diversos estudantes circulam pelo local. Alguns estão com expressões de que irão "enforcar" as aulas. O estacionamento está todo tomado.

Registro das 21:00 hs

O trânsito novamente acalma. As pessoas ficam mais raras, mas ainda há movimento consistente.

Registro das 22:00 hs

Agora a cidade se prepara para dormir. O supermercado está fechado. As pessoas passam com mais pressa, sem olhar para os lados. Já não chamo tanta atenção com a minha câmera. Aliás, agora sou eu que fico olhando para os lados, para analisar a segurança. O trânsito está bastante calmo. Na foto do meio, fui surpreendido por formigas. Mantive a mesma, para garantir a autenticidade deste dia.

Registro das 23:00 hs

A cidade começa a ficar deserta. Ainda temos movimento de veículos e de eventuais pedestres. O sorveteiro ainda está otimista.

Registro das 24:00 hs

Meia noite. A hora da verdade. Tudo se acalma. Embora o movimento tenha caído bastante, mas ainda se escuta o ruído urbano em vários pontos próximos. Na praça, alguns hóspedes de bancos conversam em voz alta, talvez aquecidos por algum aguardente.

Data: 23 de outubro de 2007 - 3ª feira

Registro das 01:00 hs

Um novo dia começando. Os hóspedes estão silenciosos e possivelmente viajando nas terras do Mundo de Morfeu. O fluxo de trânsito, praticamente cessa e somente a polícia é que passa devagar, curiosa, sobre a minha presença ali.

Registro das 02:00 hs

Silêncio. A cidade sonolenta se aquieta como um imenso "monstro" que se acomoda. Ainda existem alguns ruídos aqui e ali. A novidade é uma pequena garoa que molhou a rua e deixou a foto mais bonita e eu, preocupado, por não ter trazido o guarda-chuva.

A cidade finalmente dorme e eu vou também, porque não sou de ferro. Não pensei que iria ficar tão cansado.

Registro das 07:00 hs

Que susto! A cidade acordou antes de mim. Achei que iria chegar aqui e encontrar o local ainda deserto e o vejo formigando de atividade. Embora ainda hajam vagas no estacionamento, o trânsito já está bastante intenso.

Registro das 08:00 hs

Que interessante. O trânsito deu uma acalmada. O movimento de pedestres prepondera. Um dos senhores que estava sentado no banco na tarde de ontem, limpa o seu "point" com uma vassoura improvisada. Eu acho que ele considera o local como seu, pois não usa o uniforme da prefeitura para garis. Fiquei observando este senhor, porque após a limpeza, ele se juntou a um grupo de outros senhores defronte a igreja e começaram a debater algum assunto importante...talvez o destino da CPMF...quem sabe?

Registro das 09:00 hs

Trânsito calmo. A única novidade é a Patrulha da Polícia Militar. O estacionamento está quase livre. Ainda fico pensando sobre o que aconteceu às 7 horas da manhã. Sempre achei que o movimento fosse crescente, e não foi isso que aconteceu.

Registro das 10:00 hs

Tudo começa a ficar igual. Essas fotos podem muito bem se confundir com as de ontem. Pessoas sentadas, pessoas conversando, pessoas passando, comércio aberto, estacionamento, trânsito, etc. É a rotina do centro da cidade.

Registro das 11:00 hs

Como eu disse, tudo igual. O trânsito aumenta e mais pessoas chegam para sentar. Tenho a impressão de que são os donos anônimos deste lugar. Eles mesmo varrem e cuidam do espaço.

Registro das 12:00 hs

Meio dia. Hora de almoçar. Mas na rua, nada parece indicar tal momento. Tudo flui incessantemente, insensível aos momentos de cada um... somos todos glóbulos desta imensa corrente sanguínea da cidade, chamada trânsito.

 



Escrito por Elieser às 17h32
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Panorâmica da Rua Goiás com a Rua Amazonas

Vejamos um outro modo de registrar o local.

22 de Outubro de 2007 -2ª feira

14:00 horas

Tive a idéia de fazer esta montagem ao preparar as fotos das 24 horas da minha esquina. Pretendo dar uma idéia de movimento oscilante de quem chega pela Rua Goiás, de quem vem pela Rua Amazonas e por onde todos desaparecem seguindo a Rua Amazonas.

15:00 horas

Percebe-se claramente a sub-utilização da Rua Goiás como área de carga e descarga de material. É conflitante, pois neste mesmo trecho temos uma sorveteria bastante caprichada em sua montagem, além de um consultório odontológico que lembra a minha infância. Foi nessa ante-sala que ficava desesperado aguardando a minha vez, enquanto ouvia a broca de baixa rotação uivando e os gemidos da pobre alma que ficava à mercê deste instrumento...

16:00 horas

17:00 horas

18:00 horas

 19:00 horas

 

20:00 horas

Chega a noite e ponto focal é o Supermercado da esquina. Vira um formigueiro humano.

21:00 horas

A cidade está calma e um dos últimos locais abertos é o Supermercado.

 

22:00 horas

Finalmente ele fechou. Agora só resta um quiosque que vende sorvete e churros ao lado do Terminal Bancário. A impressão que tenho é que o seu proprietário é bastante otimista, pois o movimento é muito fraco e estamos em uma segunda-feira.

23:00 horas

Fico observando o quiosque e torcendo para ele fechar. Assim eu teria uma desculpa para encerrar a minha pesquisa. Mas... não...eles permanecem...

De vez em quando, alguem para...de vez em quando passam alguns carros ou pedestres...

 

24:00 horas

Meia noite. A hora do lobisomem. Difícel não pensar nisso. A cidade se aquieta... e o quiosque ainda pretende faturar...

23 de Outubro de 2007 - 3ª feira

01:00 hora

Finalmente ele fechou. Agora somos somente eu e o centro. O risco vermelho é uma motocicleta que estragou esse momento particular.

02:00 horas

Caiu uma garoa e enfeitou o local. Chega a ser poético...

Queria registrar a passagem da viatura da Polícia Militar, desconfiada da minha presença ali...mas o fotômetro da minha câmera tem vontade própria...eles passaram...

07:00 horas

A cidade despertou e quem vinha pela Rua Goiás...continua vindo... e quem vinha pela Rua Amazonas ... continua vindo... e todos seguem pela Rua Amazonas...

08:00 horas

Carga e descarga...

09:00 horas

10:00 horas

11:00 horas

12:00 horas

Missão cumprida!

Agora é olhar para todas essas fotos e ver o invisível. Aquilo que passa despercebido no dia a dia e no cotidiano. Muita coisa já foi vista e percebida ao longo deste trabalho, mas agora, com ele formando um corpo, acredito que novas inferências irão surgir.

Entre as coisas que apareceram, vale a pena citar alguns: um senhor de idade incerta que trabalha como engraxate e é mudo (interessante vê-lo como se relaciona com os clientes), uma dupla de músicas bolivianos que tocam músicas que nos levam a relaxar e sonhar e aproveitam para vender CDs, um trailer do SEBRAE oferecendo serviços gratuitos à comunidade empreendedora e palestras em outro local (isso nos sugere que falta um espaço para palestras no centro), um comércio de VIAGRA genérico que garante funcionar em menos de meia hora e para justificar tal oferta, contatos para programas... não posso citar aqui para não "queimar" minhas fontes...mas quem procurar por ali...vai achar com certeza...

Existem ainda alguns mendigos abusados, que tentam cercar alguns transeuntes, falam até bem e a roupa embora suja, transparece um certo nível social, e que resmungam em alto e bom som quando são ignorados. Um formigueiro que atrapalhou a minha foto, diversos ângulos que ficam simplesmente lindos no por do sol e por aí se vai...

O local fervilha com uma vida própria. O farmacêutico da esquina da Rua Goiás com a Rua Amazonas, bastante interessado no meu trabalho, citou o caos que é o trânsito no local, particularmente no sábado e pior ainda em dias de chuva. O espaço para estacionamento defronte à farmácia não é respeitado e muito menos a faixa de pedestre. Enfim...não faltam dados...

... e as soluções?



Escrito por Elieser às 17h26
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Shopping Center. Uma vantagem ou desvantagem?

Temos um dura crítica em relação aos Shopping Centers.

O de que eles deslocam todo o sentido do funcionamento de uma cidade para uma edificação isolada e fortificada, onde as pessoas podem consumir, passear e trabalhar com uma nova sensação de segurança.

É uma nova versão dos antigos castelos em que o povo acorria sempre que estivesse na iminência de uma invasão estrangeira. Hoje o inimigo é invisível, está infiltrado na violência urbana, sem uniformes, e a população corre em pânico para os condomínios fortificados para morar e para os shoppings em busca de produtos, serviços e lazer.

Será que dá para mudar isso?

Um fenômeno cultural da Pós-modernidade no urbano, os Shoppings Centers são ícones da Era da Globalização: em todos os Shoppings do mundo se comem os mesmo hamburgers, se vestem as mesmas roupas, se assistem os mesmos filmes e se respiram o mesmo ar purificado, controlado e refrigerado.

Inicialmente surgidos nos Estados Unidos entre as décadas de 60 e 70, chegam ao Brasil na década de 80 e afloram nos anos seguintes como modelos de desenvolvimento econômico de várias cidades brasileiras.

Aos moldes dos glamurosos parques e praças do período Barroco, os shoppings centers são lugares do esplendor aonde as pessoas vão para ver e serem vistas, para desfilarem com suas melhores roupas como em uma missa dominical, e logicamente aqui no caso, para também consumirem.

Típicos de nossa sociedade do espetáculo e do consumo, os shoppings como outros modelos deste urbano Pós-moderno (os museus, os fast-foods, os parques temáticos...) conformam os lugares de atração das cidades contemporâneas; fenômenos que atualmente, não só se restringem às grandes cidades dos países desenvolvidos, mas que também exercem grande influência urbanística em países e cidades da periferia mundial (incluindo-se aí, pobres, excluídos, socialistas...).

Fenômenos de uma nova urbanidade, ou ainda, os meios mais adequados de promovê-la, trazem a reboque um novo significado aos lugares da cidade. O significado do Capital, do consumo, do poder da imagem sobre a realidade: novos valores que se sobrepõem à história e às tradições, mesmo quando se utilizam destas para compor suas fachadas, seus motivos alegóricos ou qualquer citação. Conformam-se como lugares do espetáculo, pela sua presença e contribuição imagética a cidade, glamurizada e exacerbada em verdadeiros containers de cultura consumista; novos lugares que compactuam deste ideal da representação de ambientes corretamente produzidos para o consumo, descolados de uma realidade externa, tanto física, quanto imagética, se comportando como lugares de atração desta nova urbanidade.

Votuporanga, mais cedo ou mais tarde não se furtará em querer ser grande ou mesmo de participar do movimento de Marketing urbano que aflige cidades das mais variadas escalas em todo o mundo. Nestas últimas décadas, grandes cidades como Berlim, Barcelona, Paris, Bilbao (esta última, a mais badalada atualmente), entre outras tantas, passaram por grandes transformações urbanas em suas áreas centrais, utilizando a arquitetura e o urbanismo como poderosas ferramentas de marketing pessoal atreladas à nomes de importantes arquitetos do star system da arquitetura. Centros históricos ganham novos prédios e novo desenho urbano, novos usos atraem novos empreendimentos e capitais econômicos, dando novos ares às áreas antes esquecidas ou degradadas pelo crescimento desordenado.

Não podemos deixar de considerar Votuporanga como uma cidade provinciana e que fascinada com a chegada de um eventual mega-empreendimento de um shopping, possa se encantar e deixar criar ilhas de atração consumista e de lazer para a periferia, esvaziando o centro da cidade. Isso já aconteceu em diversas outras cidades e é duramente criticado como um dos fatores que prejudicam a sustentabilidade de uma cidade.

 

Por isso, ao invés de ir na contra-mão da história e ser contrário à instalação de shopping centers em Votuporanga, porque não unir o útil ao valioso. Por que não pensarmos em criar um imenso shopping bem no centro da cidade, cumprindo a herança comercial legada por cada esquina deste espaço.

Inicialmente entendo que este Centro deva passar por transformações urbanas, mas não de "revitalizações", pois o termo nos remete a um Centro que conceitualmente estaria morto ou degradado e que precisasse ser reavivado.

Este não é o caso de Votuporanga.

Se dispusermos um pouco de nosso tempo passeando pelas principais ruas desta região, perceberemos que na verdade ela ainda está muito viva e ativa, com uma grande concentração de atividades comerciais, de serviços, pessoas trabalhando, comprando, entre outras coisas.

A questão é que, como instalarmos um empreendimento deste porte, sem alterar significativamente a vida urbana que já existe neste local. Este local que tem vida própria durante as 24 horas do dia, merece uma cautela na requalificação dos espaços que existem nele. Entendemos que este espaço é vivo e dinâmico, que possui necessidades, experiências, história e cultura próprias. Uma reurbanização poderia dar novos usos a prédios antigos, construir outros novos sobre os que não possuíssem valor histórico para o patrimônio da cidade ou mesmo uso adequado.

No entanto o maior desafio seria construir algo que respeitasse o corpo deste centro tal e qual como ele chegou até os nossos dias, acrescentando novas funções em uma urbanização ousada baseada em um novo projeto que apontasse para um novo centro, convivendo harmoniosamente o novo com o histórico e o tradicional.

Como fazer isso?



Escrito por Elieser às 22h13
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Histórico do Centro

Finalmente terminei a minha pesquisa histórica. E descobri que o início do funcionamento da cidade foi nas imediações da esquina da Rua Amazonas com a Rua Goiás. Os primeiros comércios, os grandes eventos, os pontos de encontro, a vida social, enfim, tudo ocorria nas vizinhanças desta esquina que era o ponto de atração que serviu de palco para os principais acontecimentos que ocorreram ao longo da história da cidade. Vejamos um resumo do começo dessa história.

A história do município está ligada ao ciclo econômico do café. Na década de 30, a área do Marinheiro de Cima pertencia a Francisco Shimidt, um grande fazendeiro, na época conhecido como "Rei do Café". Em 1936, o café não atingiu o preço suficiente para que Shimidt quitasse um empréstimo feito para custear a lavoura e, por causa das dívidas, foi obrigado a entregar as terras à empresa Theodor Wille & Cia. Ltda.

Esta empresa de origem alemã, com sede em Santos e proprietária das terras no chamado "Sertão de São José do Rio Preto" ou "Sertão Tanabiense", representada por Karl Helvig e Guilherme Von Trumbach, colocou a venda 12 mil alqueires da gleba apropriada de Shimidt.

Germano Robach, um dos primeiros compradores de lotes, solicitou a Sebastião Almeida Oliveira, membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, que fosse escolhido um nome para a cidade que estava por nascer. Sebastião sugeriu o nome "Votuporanga", que na língua Tupi Guarani significa “Bons Ventos”, “Bons Ares” ou “Brisas Suaves”. O nome proposto refletia a topografia do local e foi aceito sem ressalvas.

Votuporanga foi inaugurada no dia 8 de agosto de 1937. A grande festa contou com a presença de centenas de pessoas de todas as classes sociais vindas de localidades vizinhas. Durante a solenidade, foi levantado um cruzeiro, marco simbólico.

Padre Izidoro Cordeiro Paranhos (que dá nome a uma das ruas que nascem no centro de Votuporanga), representante do bispado de São José do Rio Preto celebrou a missa campal num altar improvisado. A festa foi um grandioso churrasco popular, animado com renomados violeiros da região.

A seguir veremos alguns flagrantes que ocorreram ao longo das décadas de 40 e 50 no centro de Votuporanga.

Rua Goiás esquina com a Rua Amazonas, na década de 40. A foto mostra a rua ainda sem asfalto Repare o cotidiano das pessoas: cavalos, chapéus, rodas de amigos, calça xadrez, terno, gravata e bem ao fundo carroças. Veja também estabelecimentos comerciais como: à esquerda a Casa Violeta e na porta o seu proprietário Sr. Nassif Miguel e sua filha e filho. Em seguida, a Sapataria Sanches, açougue, etc. À direita parte da Casa Paranhos de Cecílio Paranhos e a Padaria e Confeitaria São Jorge de Braz Salício.

Década de 1940. Armazém de secos e molhados, em alvenaria construída em Votuporanga. Pertencia ao Senhor Cecílio Paranhos. Fundada em 1937 e em 1943, transferida para Rua Amazonas, esquina com a Rua Goiás. Hoje, no local está o Supermercado Santa Cruz (unidade I), ao lado da Praça da Matriz. A Casa Paranhos abasteceu as necessidades da população votuporanguense durante muito tempo, sendo um referencial de grande importância para o desenvolvimento histórico.

Primeiro comércio segmentado de Votuporanga. O estabelecimento ficava na esquina da Rua Amazonas com a Goiás e pertencia ao Sr. Rachid Homsi.

Década de 40. O Bar e Cine Paramount em construção. Hoje faz esquina com a Rua Amazonas e Praça Fernando Costa. Neste prédio funcionou por muito tempo o serviço de alto-falantes “A Voz do Oeste.”

Rua Amazonas. A foto mostra a Casa Paranhos, importante estabelecimento comercial da cidade. Repare a rua ainda de terra, as pessoas entrando e saindo, carroças e transportes característicos da época.

Década de 50. A foto mostra a construção da Igreja Matriz “Nossa Senhora Aparecida”. Sua arquitetura representa uma cruz perfeita vista de cima. Destaque para a primeira capela que se localizava no largo da matriz, no local onde hoje está a fonte luminosa.

Freis capuchinhos e operários dentro da construção da Igreja Matriz. Anos 50. À esquerda Frei Damião, e no meio Frei Gregório de Protassi. A Igreja Matriz “Nossa Senhora Aparecida” foi na época, a construção mais grandiosa pelo seu tamanho e arquitetura.

Cine Votuporanga em tarde de matinê. Anos 50. Segundo relatos de quem era assíduo do local na época. O mesmo lotava em todas as sessões, exibindo filmes de Mazaropi, Menino da Porteira, etc.

Década de 50. Vista da primeira capela de Votuporanga. Local onde hoje está a fonte luminosa. Contam os moradores mais antigos que quando os sinos tocavam era o sinal de que a missa já ia começar. Ao lado realizavam-se as quermesses para arrecadar fundos para a construção da nova Matriz.

De tudo o que vimos acima, é fácil constatar a importância histórica deste centro. Tudo o que acontece hoje, na vida urbana da cidade, é eco do que aconteceu décadas atrás, quando a mesma ainda engatinhava.

Devemos ter a preocupação de manter vivo este espírito, tomando o cuidado de não ver esmagado ou destruídos os últimos sinais desta raiz em nome de um modernismo que procura desmontar o que é velho em troca de um novo, que nem sempre traz um ineditismo significativo. Na maior parte das vezes, basicamente, procura-se uma maximização de ganhos financeiros em troca da destruição de um patrimônio histórico, de uma herança que fortalece o “bairrismo” daqueles que se orgulham de viver nesta cidade.

Acredito que o poder público, deva começar a planejar algo que além de manter em funcionamento o intenso burburinho mercantil do local e vizinhanças, também mantenha vivo os pontos que ainda servem para nos avisar de onde vivemos. Esta conciliação deve possuir um conceito arquitetônico que faça esta ligação de forma harmoniosa, integrada, sem prejudicar qualquer um dos interesses legítimos que existem, tais como: quermesse, feiras, totens bancários, bancas de revistas, pontos de ônibus, etc.

Existe ainda um grande risco que a cidade corre, pois a sociedade moderna tende a partir para os grandes shoppings centers da periferia, fato que já ocorre em diversas outras cidades. Se isto ocorrer, poderemos assistir a um esvaziamento deste centro, matando de vez a “alma” desta cidade, encaminhando o nosso centro para o mesmo lugar que as outras cidades demonstraram, ou seja, local para excluídos, comércios de menor importância ou relevância, mendigos, etc.

Portanto, o meu foco será a esquina da Rua Goiás com a Rua Amazonas.



Escrito por Elieser às 12h36
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Supermercado Santa Cruz

Eu gosto do estilo deste prédio.

Infelizmente ele está tão cheio de faixas publicitárias, além de envelhecido pelo tempo, que simplesmente fica ignorado pelo transeunte da rua Amazonas. É interessante observar que aquelas faixas são completamente inúteis, pois ninguem que passe de carro pela rua ou pela sua calçada terá ângulo para lê-las. Talvez quem venha da igreja, mas a verdadeira "cacofonia visual" de fios, panos, mofos, sujeira, etc. simplesmente afasta qualquer possibilidade de interesse na fixação de um olhar, mesmo que vago.

Na minha opinião, cabia aqui uma revitalização desta fachada, talvez uma pintura combinando com a cor dos vitrais (vitrais?). É um serviço de proteção ao patrimônio histórico, pois esta esquina é uma das mais antigas da cidade e completamente vocacionada para o comércio desde o seu início.

Pena que a Rua Goiás que forma essa esquina esteja tão abandonada e desprestigiada...



Escrito por Elieser às 15h47
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Interferências Urbanas

Passeando hoje a tarde em torno da Igreja Matriz, levei um susto por uma série de detalhes que não havia parado para pensar.

Vejamos, porque nos preocuparmos em planejar um edifício dentro de um estilo, com um partido definido, se ao longo do tempo do seu uso, isso irá virar um mero detalhe, imperceptível para mais de 90% (minha opinião) da população? Será que vale a pena?

Vejamos a Igreja Matriz, em estilo neo-gótico que não deve ter ficado barato a seus construtores. Onde estão as fachadas?

Existe uma torre de Babel de interferências, desde a própria barraca da quermesse aos pontos de venda circunvizinhos.

Andando um pouco mais chegamos à Praça Fernando Costa que praticamente está completamente desfigurada. De um lado temos um quiosque que compete com toda a praça, pela sua cor vermelha.

No centro da praça, bem junto à fonte luminosa, que faz tempo que não é luminosa, temos uma feira. Não tenho nada contra as feiras, eu as acho importantes e necessárias. Mas se queremos preservar um patrimônio histórico e cultural de uma cidade, ele não pode ficar implícito debaixo de uma série de artesanatos e bibelôs. Deve existir uma outra maneira de se conciliar os dois interesses.

Indo em direção à Rua São Paulo, o meu queixo cai. Eu acho que vou trancar matrícula na Faculdade.

Colocaram uma rodoviária, com uma bilheteria em azul e branco, "LINDO DE MORRER", aliás de morrer mesmo e ninguem se dá conta.

Não precisamos exagerar e criar ônibus em estilo moderno ou contemporâneo...mas francamente...a praça foi atropelada.

No fundo da igreja temos um abrigo para espera de ônibus. Mais uma vez lamento a falta de integração ou associação, por similaridade ou contiguidade desta peça com o entorno. De um lado temos a igreja em estilo neo-gótico, do outro, temos a biblioteca em estilo moderno "escondido pelas árvores", e finalmente a concha acústica, com certeza, a estrela da paisagem. Por que não pensarmos um pouco e colocar um abrigo que faça essa transição ou que se associe com um dos partidos.

Nâo sei onde irei parar com esta análise... espero achar uma proposta conciliadora e não apenas gratuitamente crítica...



Escrito por Elieser às 15h10
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Biblioteca Escolar Central "Castro Alves"

Onde fica?

Falando em centro de Votuporanga, existe a Biblioteca Escolar Central "Castro Alves" no fundo da Concha Acústica que passa simplesmente despercebida. Vi no jornal que hoje, dia 10 de outubro, haverá o relançamento do selo postal comemorativo dos Correios "Série América - Educação para Todos" com a reabertura da exposição de fotos históricas da cidade.

Fui lá e percebi de forma flagrante o descaso com a conciliação da arquitetura do edifício com todo o entorno, desde a concha acústica até as árvores que cresceram em demasia escondendo o estilo moderno daquela construção.

Para uma cidade que pretende ser a "Capital da Educação", aquela construção está abandonada, pelo menos esteticamente na parte externa, sem qualquer sinalização que a identifique. Ela compõe até uma "poluição visual" sobre a Concha Acústica.

Vejam um outro ângulo. Talvez uma pintura externa, conciliando as duas imagens tornasse menos gritante esse conflito.

Por enquanto estou reunindo as impressões, mas é interessante o fato de ficarmos hipnotizados no nosso dia a dia, passarmos incessantemente pelo local e não percebermos essas diferenças.



Escrito por Elieser às 17h05
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Centro de Votuporanga

Antecipando a pesquisa histórica, encontrei um mapa de Votuporanga e recortei a parte do centro. Preciso ver aquele conjunto de quarteirões, desde a Concha Acústica e o jardim defronte à Igreja Matriz, chamado de Praça Fernando Costa, de cima. De imediato uma coisa que me incomoda neste trecho é o trânsito estrangulado, particularmente nos horários de pico, meio dia e 18 horas durante a semana e a parte da manhã no sábado. Parte das causas é devido ao supermercado existente na esquina da Rua Goiás com a Rua Amazonas e parte devido à grande concentração do comércio na Rua Amazonas.  É algo a ser pensado...

 



Escrito por Elieser às 11h57
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Primeiros passos

Primeiro passo: Uma confissão!

O meu processo de criação não é dedutivo, se aproximando mais do processo indutivo, mas com um larga aplicação de insights intuitivos. Muitos deles não têm qualquer relação lógica com a proposição, só se justificando bem a frente, quando o problema estiver em vias de ser resolvido e eu tiver uma visão clara de toda a situação.

Assim, a minha primeira intuição sobre este trabalho é o seguinte: NÃO POSSO SABER PARA ONDE VOU, SE NÃO SOUBER DE ONDE VIM!

Portanto, o primeiro passo meu não será andar pelo centro de Votuporanga e sim fazer uma pesquisa no Museu Hístórico de Votuporanga. Estudar a formação desse centro, as propostas iniciais e o desenvolvimento ao longo do tempo. Acredito que isto irá me dar um alicerce para olhar com outros olhos o centro da cidade.

 



Escrito por Elieser às 11h56
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